Publicado por: nupeufrn | 08/08/2009

Trilhas Potiguares – Projeto Horta na Escola

No período de 19 a 25 de Julho, dois integrantes do PermaSer (novo grupo que juntou o Nupe com o Ser Ecológico), Juliano Petrovich e José Guedes, participaram do projeto de extensão universitário denominado Trilhas Potiguares, que aconteceu no município de Baía Formosa.

Bem, o Trilhas tem como objetivo levar, durante as férias acadêmicas, um grupo de estudantes das mais diversas áreas, para as mais diversas comunidades de todas as regiões do Rio Grande do Norte. Estudantes dos cursos das áreas de Saúde, Ciências Naturais, Ciências Humanas, dentre outras áreas, elaboram projetos que são executados no período das atividades em campo. Palestras, oficinas de capacitação, mini-cursos, exibição de cinema, são alguns dos exemplos que são desenvolvidos.

O projeto que desenvolvemos uniu à temática Meio Ambiente com Educação, de forma que, elaboramos uma oficina de capacitação para os professores da rede estadual e municipal de ensino de Baía Formosa. O nosso objetivo era trabalhar com os educadores a inclusão de uma horta escolar como uma ferramenta pedagógica para dinamizar e integrar de forma prática alguns assuntos vistos em sala de aula.

Antes de falar especificamente do projeto desenvolvido é interessante falarmos do contexto em que nos inserimos durante estes dias de trabalho. Baía Formosa, que se emancipou do município de Canguaretama em 31 de dezembro de 1958, através da Lei n° 2.338, se localiza no extremo sul do litoral leste potiguar, fazendo divisa com o estado da Paraíba. Está a 94 km de Natal e a 110 km de João Pessoa. Possui 249,1 km² de área e 26 km de litoral, onde, três rios deságuam em seu litoral: Rio Cunhaú, Rio Sagi e o Rio Guajú, este último fazendo divisa com a Paraíba. Outra peculiaridade do município é a presença de uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) chamada de Mata Estrela. Com 2.365 hectares de Mata Atlântica, dunas e diversas lagoas, em torno de 20, onde uma recebe atenção especial: A lagoa da Araraquara (ou Coca-Cola, nome este não muito bem aceito pela comunidade local), de águas negras, super bela.

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Voltando ao nosso projeto, trabalhamos com os professores das seis escolas do município: Colégio Paulo Freire, Colégio João Batista, Colégio João Anacleto, Colégio Águida Sucupira, Colégio Manoel Germano e PETI, onde, durante os dias das oficinas, somou-se um número de 20 participantes. Trabalhamos em sala de aula durante três dias, Terça, Quarta e Quinta, onde, na sexta-feira, juntamente com os professores, construímos a nossa horta escolar no quintal da Secretaria de Educação.

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Em sala, nos apresentamos e conhecemos os professores, de forma que fomos ‘parcialmente’ apresentados à realidade local, sabendo das problemáticas e das positividades do município. Além disso, exibimos alguns vídeos (A História das Coisas – http://www.youtube.com/watch?v=lgmTfPzLl4E – , Vídeo Institucional do projeto Horta na Escola, algumas reportagens sobre hortas escolares), assim como fizemos algumas apresentações, com base no Manual para Implementação de Hortas Escolares, do Ministério da Educação junto com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. (www.educandocomahorta.org.br)

Na quinta-feira, desenvolvemos duas dinâmicas: uma para escolha do nome da horta a partir das sugestões dos próprios professores; e outra para a elaboração do design da mesma. O nome vencedor foi Aretipicaba. Este diz respeito ao primeiro nome da cidade, denominação indígena, que significa Bebedouro de Papagaios, já que na mata, antigamente, havia muitos papagaios e araras que utilizavam das muitas lagoas para se refrescarem e beberem água. Animais como estes não são mais vistos pela região, segundo os moradores locais.

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No último dia da oficina, Sexta-Feira, fomos ao quintal da Secretaria de Educação construir a horta, que tinha como design três mandalas. A idéia das mandalas é representar o ciclo que é a horta e a vida. Plantamos oito espécies de vegetais: girassol no centro da mandala, no segundo ciclo cenoura e couve, e no terceiro ciclo almeirão, orégano, salsa e coentro. Ao redor da horta plantamos o pepino.

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Por fim, com o sentimento de dever cumprido, ficamos muito felizes com o resultado obtido e esperamos ter plantado a semente no coração dos professores, de forma que eles possam realmente utilizar a horta no dia-a-dia escolar, gerando boas oportunidades educacionais, perspectivas de uma alimentação saudável e nutricional, assim como, o despertar para a autonomia na produção de alimentos, que já foi uma realidade no município e hoje não é mais.

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